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Bombardeio na fronteira deixou 27 corpos carbonizados, diz Petro em meio a tensões com o Equador

EUA e Equador realizam ação conjunta contra o narcoterrorismo O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, voltou a sugerir na tarde desta terça-feira (17) que ...

Bombardeio na fronteira deixou 27 corpos carbonizados, diz Petro em meio a tensões com o Equador
Bombardeio na fronteira deixou 27 corpos carbonizados, diz Petro em meio a tensões com o Equador (Foto: Reprodução)

EUA e Equador realizam ação conjunta contra o narcoterrorismo O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, voltou a sugerir na tarde desta terça-feira (17) que o Equador foi o responsável por um bombardeio no território colombiano na fronteira. Segundo Petro, 27 corpos foram encontrados carbonizados. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Os bombardeios na fronteira entre Colômbia e Equador não parecem ser nem de grupos armados [ilegais], que não têm aviões, nem das forças públicas da Colômbia. Eu não dei essa ordem. Há 27 corpos carbonizados e a explicação apresentada não é crível", afirmou Petro em publicação nas redes sociais. Na segunda (16), ele já havia acusado o Equador de bombardear o território colombiano e afirmado também que não deseja "entrar em uma guerra" com o país vizinho. Petro disse ainda que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tomar uma atitude sobre o incidente e ligar para o presidente equatoriano, Daniel Noboa. 'Chocolates da paz', produzidos de cacau cultivado por famílias voluntárias que erradicaram plantações de coca na Colômbia. Divulgação/Gustavo Petro no X Petro voltou a dizer nesta terça que uma bomba foi encontrada perto dos corpos. Segundo ele, os mortos são famílias "que decidiram pacificamente substituir seus cultivos de folha de coca por cultivos legais", como café, chocolate e cacau. O líder colombiano publicou uma foto dos itens produzidos por elas. (Veja acima) O bombardeio ocorreu um dia após o governo Noboa lançar uma ampla ofensiva, com a ajuda dos EUA, para combater cartéis de drogas equatorianos, com ataques coordenados por terra, ar e mar. Leia mais abaixo. Disputa com Equador Gustavo Petro REUTERS/Luisa Gonzalez Colômbia e Equador travam uma guerra comercial desde fevereiro, quando o equatoriano Daniel Noboa impôs tarifas ao país vizinho ao reclamar de Petro por supostamente não adotar esforços suficientes no combate ao narcotráfico na fronteira. Petro respondeu com a mesma medida e, apesar dos esforços diplomáticos, a crise continua. 'Escudo das Américas' As forças equatorianas deram início no domingo (15) a uma ofensiva de combate às drogas de duas semanas com apoio dos Estados Unidos. O país mobilizou 75 mil militares e impôs um rígido toque de recolher em algumas regiões do país. Noboa é muito próximo a Washington e seu país integra o chamado "Escudo das Américas", uma aliança de 17 países do continente criada recentemente para enfrentar ameaças à segurança. A Colômbia não faz parte do acordo anunciado por Trump - que é um desafeto de Petro. Os dois, no entanto, estabeleceram uma trégua após uma reunião na Casa Branca em 3 de fevereiro. O encontro ocorreu após meses de trocas públicas de acusações, ameaças e insultos. 386 O presidente dos EUA, Donald Trump, o presidente da República Dominicana, Luis Abinader, o presidente da Argentina, Javier Milei, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, o presidente da Guiana, Mohamed Irfaan Ali, o presidente da Costa Rica, Rodrigo Chaves Robles, o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, e o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, posam para uma foto de família durante a Cúpula "Escudo das Américas" em Miami. EUTERS/Kevin Lamarque

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