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Governo Trump envia centenas de soldados para a América Latina, diz 'New York Times'

Militares caminham durante a cerimônia solene de transferência dos restos mortais de seis membros do Exército dos EUA mortos no Kuwait. REUTERS/Nathan Howard Os...

Governo Trump envia centenas de soldados para a América Latina, diz 'New York Times'
Governo Trump envia centenas de soldados para a América Latina, diz 'New York Times' (Foto: Reprodução)


Militares caminham durante a cerimônia solene de transferência dos restos mortais de seis membros do Exército dos EUA mortos no Kuwait. REUTERS/Nathan Howard Os Estados Unidos começaram a enviar centenas de soldados do Exército para a América Latina como parte de uma ampliação da ofensiva militar do governo de Donald Trump contra o tráfico de drogas na região, segundo o jornal "New York Times". 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia A movimentação envolve um batalhão de cerca de 600 militares, que participarão de treinamentos e exercícios com forças locais no Panamá, na Colômbia e em Honduras. As informações foram divulgadas pelo jornal americano, nesta quinta-feira (15), com base em relatos de autoridades militares dos Estados Unidos que falaram sob condição de anonimato. Veja os vídeos em alata do g1 Agora no g1 Segundo o jornal, os primeiros integrantes do exército já começaram a ser enviados para um centro de treinamento no Panamá. Depois, ainda segundo o NYT, os soldados seguirão para a Colômbia, onde participarão de exercícios militares previstos para começar ainda em outubro. Outra parte do grupo será deslocada para Honduras, também para atividades de treinamento com forças locais. Além dos exercícios, parte dos militares poderá prestar apoio a forças de operações especiais americanas que assessoram exércitos locais em ações contra suspeitos de tráfico de drogas, afirma o jornal. De acordo com o NYT, os deslocamentos são inicialmente temporários, mas podem se tornar uma presença mais permanente das Forças Armadas americanas na América Latina. LEIA TAMBÉM: Trump volta atrás e diz que execução por fuzilamento não será transmitida ao vivo Trump chama Groenlândia de 'nossa' e fala em explorar recursos naturais da ilha; Nuuk contesta Ampliação da ofensiva militar O jornal afirma que a movimentação faz parte de uma estratégia do governo Trump para ampliar a atuação militar dos EUA no combate aos cartéis de drogas na América Latina. A ampliação da presença militar americana nesses países também integra um objetivo mais amplo do governo Trump para retomar a influência dos EUA na região e conter o avanço de potências de outros continentes. "Exercer mais influência sobre a América Latina é uma prioridade da administração Trump", diz o "New York Times". ➡️Eleições ao redor da América Latina têm levado ao poder líderes que mantêm aproximação política e diplomática com Trump. Segundo o NYT, contudo, a possibilidade de operações militares dos EUA no território tem levantado preocupações sobre a soberania dos países e reavivado a memória de um longo e sangrento histórico de intervenções americanas na região. Em dezembro de 2025, o governo americano divulgou uma nova estratégia de segurança nacional que prevê a retomada da Doutrina Monroe, política do século XIX que buscava impedir a interferência de potências estrangeiras nas Américas. O documento prevê além do reforço da presença militar dos EUA na região, a intensificação do combate aos cartéis de drogas e a ampliação do acesso a locais considerados estratégicos. Segundo o NYT, o Pentágono também transferiu recentemente drones MQ-9 Reaper da África para a Colômbia e o Equador. O secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, criou ainda um novo departamento para supervisionar as operações militares contra organizações criminosas. A estratégia também prevê a possibilidade de expandir os ataques militares realizados contra embarcações suspeitas de transportar drogas para alvos em terra. De acordo com o jornal, o Comando Sul dos Estados Unidos realizou, ao longo de aproximadamente um ano, 71 ataques contra embarcações no Caribe e no Pacífico Oriental, que deixaram pelo menos 239 mortos. Os militares americanos afirmam que as vítimas estavam envolvidas com o tráfico de drogas, mas não apresentaram provas dessas acusações. O governo americano tem pressionado países latino-americanos a intensificar suas próprias ofensivas contra grupos ligados ao tráfico e a autorizar operações conjuntas com os Estados Unidos. Especialistas ouvidos pelo jornal questionam a eficácia da estratégia e alertam que a morte de integrantes de organizações criminosas tem pouco impacto sobre o tráfico de drogas. Organizações de direitos humanos também temem que a ampliação dos ataques para alvos terrestres aumente o risco de mortes de civis. Procurado pelo NYT, o Pentágono não comentou os novos deslocamentos, mas afirmou estar comprometido com a colaboração com países aliados para combater ameaças na região.

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