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Irã transfere míssil balístico de última geração para base subterrânea às vésperas de negociação com EUA, diz TV estatal

Míssil Khaibar, do Irã, em imagem divulgada no dia 25 de maio Reprodução/Ministério de Defesa do Irã/Via AFP O canal de TV estatal iraniano afirmou nesta ...

Irã transfere míssil balístico de última geração para base subterrânea às vésperas de negociação com EUA, diz TV estatal
Irã transfere míssil balístico de última geração para base subterrânea às vésperas de negociação com EUA, diz TV estatal (Foto: Reprodução)

Míssil Khaibar, do Irã, em imagem divulgada no dia 25 de maio Reprodução/Ministério de Defesa do Irã/Via AFP O canal de TV estatal iraniano afirmou nesta quinta-feira (5) que "um dos mísseis balísticos de longo alcance mais avançados do país, o Khorramshahr 4", foi implantado em uma das bases subterrâneas de mísseis da Guarda Revolucionária. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O Khorramshahr 4, também conhecido como Khaibar, tem um alcance de 2.000 km e é capaz de transportar uma ogiva de 1.500 kg, acrescentou a TV. A mídia estatal iraniana afirma que "a implantação operacional do Khorramshahr-4 nas cidades de mísseis, ocorrida na quarta-feira (4) coincide com a mudança anunciada na doutrina das Forças Armadas, de defensiva para ofensiva, e envia uma mensagem clara aos adversários regionais e extrarregionais". O anúncio ocorre um dia antes da data marcada para o encontro de representantes de EUA e Irã em Omã para discutir um acordo que limite o programa nuclear de Teerã. O míssil que o Irã diz ter implantado foi apresentado em maio de 2023. Seu nome faz referência à antiga cidade de Khaybar, situada na Arábia Saudita dos tempos atuais, conhecida por uma batalha decisiva no século 7, durante a qual o exército do profeta Maomé venceu milhares de habitantes judeus. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Tensões no Oriente Médio Dois incidentes separados ocorridos na terça-feira (3) elevaram o alerta no Estreito de Ormuz, na costa do Irã, palco da escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã. Primeiro, um drone iraniano foi abatido após se aproximar do porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln; Horas depois, barcos do Irã interceptaram um petroleiro dos EUA e tentaram o apreender, mas novamente foram repelidos pelos EUA. Leia mais sobre ambos os incidentes abaixo. Ambas as ações tiveram como objetivo testar a reação do Exército norte-americano para ver como as forças militares dos EUA responderiam, segundo o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês), um think-tank norte-americano especializado em questões militares. Ao menos 10 navios de guerra estão próximos ao Irã após envio do presidente dos EUA, Donald Trump, segundo o jornal norte-americano "The New York Times". Trump realiza uma escalada de tensões com o objetivo de pressionar o regime do aiatolá Ali Khamenei a um acordo para limitar seu programa nuclear. O impasse entre os EUA e o Irã ocorre porque o Teerã defende seu direito de enriquecer urânio e diz que seu programa nuclear é pacífico — no entanto, EUA e Israel não acreditam nisso. Trump utilizou uma recente onda de protestos contra o regime Khamenei para iniciar sua pressão para levar o Irã à mesa de negociações. EUA e Irã já tiveram um acordo de não proliferação de armas nucleares, assinado pelo ex-presidente norte-americano Barack Obama. O próprio Trump, no entanto, se retirou desse acordo em 2018, em sua primeira gestão na Casa Branca, em retaliação ao Irã. Na ocasião, ele acusou o governo iraniano de financiar grupos terroristas.

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