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Resgate de piloto no Irã envolveu 155 aeronaves e ações para despistar iranianos, diz Trump

EUA resgatam segundo militar de F-15 que caiu no Irã O resgate do piloto norte-americano que desapareceu em território iraniano após o avião em que estava s...

Resgate de piloto no Irã envolveu 155 aeronaves e ações para despistar iranianos, diz Trump
Resgate de piloto no Irã envolveu 155 aeronaves e ações para despistar iranianos, diz Trump (Foto: Reprodução)

EUA resgatam segundo militar de F-15 que caiu no Irã O resgate do piloto norte-americano que desapareceu em território iraniano após o avião em que estava ser alvejado por forças do Irã foi um dos mais complexos da história dos Estados Unidos, disse nesta segunda-feira (6) o presidente Donald Trump. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra Em pronunciamento, Trump detalhou a operação, realizada ao longo do fim de semana. O piloto havia desaparecido na quinta-feira (2), após se ejetar durante um ataque iraniano contra a aeronave militar que sobrevoava o país. Ao todo, segundo Trump, a operação envolveu: 200 militares; 155 aeronaves, entre elas quatro bombardeiros, 64 caças, 48 aviões-tanque de reabastecimento e 13 aeronaves de resgate; Troca de tiros com combatentes iranianos durante as buscas; Táticas para "enganar" forças do Irã. 👉 Entre os aviões, a maioria serviu para "despistar" forças iranianas que também buscavam o piloto norte-americano desaparecido, segundo o presidente norte-americano. "Queríamos que eles pensassem que ele estava em um local diferente, porque havia uma vasta força militar lá, milhares e milhares de pessoas procurando. Então estávamos levando-os para todos os lados, e muito disso foi subterfúgio", disse Trump. "Tínhamos sete locais diferentes onde eles pensavam que o piloto estava, e eles estavam muito confusos". O piloto foi resgatado no domingo (5), segundo o presidente. Washington informou que o militar foi encontrado em estado grave. Ainda no pronunciamento, Trump confirmou relatos da imprensa norte-americana de que o piloto se refugiou em uma caverna, em uma montanha próxima ao local onde caiu de paraquedas. Segundo o presidente, mesmo ferido, o militar seguiu protocolos das Forças Armadas dos EUA, afastou-se do ponto da queda e escalou a montanha. "Ele escalou paredões rochosos, sangrando profusamente, tratou os próprios ferimentos e contatou as forças americanas para transmitir sua localização". A transmissão, segundo Trump, foi feita por um dispositivo semelhante a um pager. A identidade do militar não havia sido divulgada até a última atualização desta reportagem. 'São animais' Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao lado da primeira-dama dos EUA, Melania Trump, comem chocolate durante evento de Páscoa na Casa Branca, em 6 de abril de 2026. Mark Schiefelbein/ AP Mais cedo, Trump se referiu aos iranianos como "animais". A declaração foi dada ao ser questionado se estaria cometendo um crime de guerra caso atacasse estruturas civis do país. "Não, porque eles são animais", disse a repórteres durante um evento de Páscoa na Casa Branca. "Não estou preocupado com os alertas por alvejar infraestrutura civil [no Irã]". No domingo, em uma postagem nas redes sociais, Trump afirmou que vai atacar infraestrutura civil caso o governo iraniano não reabra totalmente o Estreito de Ormuz até terça-feira (7). O governo iraniano, segundo agências estatais, manifestou preocupação de que os ataques possam configurar crime de guerra. 👉 Contexto: normas do direito internacional que regem conflitos armados proíbem ataques a alvos civis e estabelecem que ações desse tipo podem ser julgadas como crime de guerra por tribunais internacionais. 'Tomaria o petróleo se pudesse' Destroços em Isfahan, no Irã, do que Teerã afirma serem de aeronaves militares dos EUA. Divulgação/Guarda Revolucionária do Irã Também nesta segunda, Trump afirmou que, se pudesse escolher, tomaria o petróleo do Irã. "Se eu pudesse escolher, tomaria o petróleo, mas infelizmente os cidadãos norte-americanos querem que a gente termine a guerra", declarou durante o evento na Casa Branca. Na conversa com jornalistas, Trump voltou a dar declarações ambíguas sobre a relação com o Irã. Primeiro, disse acreditar que o governo iraniano negocia "de boa-fé". Em seguida, afirmou estar "muito chateado" com o país e que o Irã vai "pagar um grande preço por isso". Cessar-fogo rejeitado O presidente dos EUA também confirmou ter rejeitado a proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão. Disse que o texto "foi um ato significativo (por parte do Irã), mas ainda não bom o suficiente". Mais cedo, o Irã também rejeitou a proposta, segundo a agência estatal Irna. Teerã alega preferir um acordo para encerrar a guerra de forma definitiva, e não apenas uma trégua. Trump confirmou ainda que o novo prazo para a reabertura do Estreito de Ormuz é terça-feira, como havia indicado mais cedo. E afirmou que "poderíamos sair agora mesmo se quiséssemos, mas eu quero terminar o trabalho". No domingo, ele usou palavrões ao se referir ao Irã e chamou o governo do país persa de "bastardos malucos". Israel e Irã voltam a trocar ataques

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